segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Havaiano surfa onda de 27 metros em Portugal e marca novo recorde

O americano Garrett McNamara entrou para a história do surfe ao pegar a maior onda já registrada, com 27 metros de altura. O novo recorde mundial foi batido na cidade de Nazaré, em Portugal, durante o evento ZON North Canyon Show 2011. As ondas gigantes surgem nas regiões próximas da praia portuguesa em função do fenômeno chamado pelos locais de “Canhão de Nazaré”. O recorde anterior era do também americano Mike Parsons por ter surfado uma onda de 23 metros.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

No aniversário da morte de Irons, Kelly Slater conquista seu 11º título mundial





Ele foi o maior adversário e, por muito tempo, um desafeto. Mas no fim da vida se permitiu enxergar a rivalidade de outra forma. Andy Irons tinha certeza de que Kelly Slater chegaria ao seu 10º título mundial na temporada passada. Não teve tempo de vê-lo alcançar a façanha, que acabou sendo dedicada a ele. Nesta quarta-feira, em São Francisco, Irons foi homenageado e lembrado no aniversário de um ano de sua morte, enquanto Slater escreveu mais um grande capítulo em sua vitoriosa carreira: o 11º título mundial.
- Tive muito apoio aqui. Eu não sabia o que esperar, mas todos estão sendo ótimos, tem sido especial. Não sei o que aconteceu com o tempo e com as ondas. Deve ser Andy. É meio estranho. Eu estava pensando sobre muitas coisas, estive pensando muito nele nos últimos dias. De um jeito, torna isso mais especial. Acho que celebra as lembranças que eu tenho dele. Eu provavelmente poderia escrever um livro de memórias nossas, as boas, as ruins, as feias – disse Slater à transmissão oficial.


Slater ergue o trófeu do seu 11º título mundial, conquistado em São Francisco nesta quarta (Foto: Reuters)
Era a 11ª vez que Kelly Slater levantava o troféu de campeão mundial do surfe. Mas ainda dava para ser novidade para ele. Campeão em 1992, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 2005, 2006, 2008, 2010 e 2011, pela primeira vez o surfista da Flórida conquistou o título mundial nos Estados Unidos.
O 11º título mundial veio depois que o americano derrotou o australiano Daniel Ross passou para a quarta fase na etapa de São Francisco, mas Kelly Slater precisou suar. Ross abriu a sexta bateria com um 7,70 e aumentou sua vantagem com um 5,00 na segunda onda. Slater diminuiu a distância com uma nota 6,00 na quarta onda, o aussie respondeu com um 6,70, mas o surfista dos Estados Unidos tirou um 7,53 para deixar a bateria equilibrada.




A bateria já se encaminhava para o fim, e Kelly Slater precisava de um 6,88 para tomar a liderança e chegar ao título. Aproveitou tudo de uma onda e, faltando 1m07s, a nota 7,60 fez a praia explodir de felicidade. Com 15,13 contra 14,40, a vitória era americana.
- Eu não ganhei sem esforço. Disputei muitas baterias contra o Ross nesta temporada e sabia que ele era perigoso nessas condições. Eu estava um pouco fora de sincronia no início. E não estava conseguindo ouvir direito. Ele me deu parabéns pelo 11º título e pensei ‘Acho que venci’. Eu estava nervoso, estou apenas feliz que isso acabou. É uma satisfação pessoal. Todo o esforço do ano é recompensado - destacou o campeão pela 11ª vez.
A bateria seguinte, com o segundo do mundo Owen Wright, já havia começado, mas Slater aproveitou para iniciar a comemoração com mais uma onda encerrada com um aéreo. Deixou a água para ser carregado pela multidão que o esperava na praia.
Foram três vitórias em 2011, a primeira logo na estreia, na Gold Coast, na Austrália. Depois de ficar fora da quarta etapa, em Jeffreys Bay (África do Sul), o americano voltou para vencer em Teahupoo, no Taiti, ficar com o vice em Nova York e o primeiro lugar em Trestles, na Califórnia.
O pior desempenho de Slater foi justamente no Rio de Janeiro, um 13º lugar. Teve ainda outro vice-campeonato, em Portugal, derrotado na final pelo brasileiro Adriano de Souza. E duas quintas colocações, em Bells Beach (Austrália) e na França.
Medina e Pupo encaram Slater na próxima fase
Se a quarta-feira foi o dia de um “senhor” de 39 anos, três garotos brasileiros tentarão colocar água no chope de Kelly Slater. Alejo Muniz, de 21, Miguel Pupo, de 19, e Gabriel Medina, de 17, são os representantes do Brasil classificados para a quarta fase em São Francisco. Os dois mais jovens, aliás, irão enfrentar o 11 vezes campeão do mundo na próxima rodada. Adriano de Souza e Raoni Monteiro foram eliminados.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Percepção ambiental através do surf


Nascido no berço dos reis polinésios tendo o seu espírito talhado dentro dos mais profundos oceanos e cultuado por súditos do Planeta inteiro, o surf é o esporte que possibilita o resgate da percepção ambiental dos seus praticantes com a natureza.

Ao dirigir-se ao mar pela primeira vez qualquer surfista admira o tamanho e a grandiosidade daquela imensidão azul de água salgada e no poder e força das suas ondas que chegam as costas dos continentes sem parar, trazendo e levando a vida.

Quando tocado o pé na água para a prática do esporte inicia-se o processo da reintegração com a natureza através do mar, ou seja, educação ambiental por meio do surf.

A base da relação “homem-mar” se garante devido ao respeito que o surfista cultua pelos oceanos. O seu envolvimento com os meios biológicos cumpre um caminho de retorno à natureza, desta maneira esse processo começa a ser intenso e misterioso, uma relação de reverência e compreensão.



Logo no inicio dos primeiros passos em direção as ondas tudo o que foi aprendido em terra devido às experiências artificiais, deverá ficar em terra. Dentro da água salgada será tudo novo, desafios novos que irão lapidar a personalidade individual, a qual levará a uma mudança no modo de pensar e agir.

No ato inicial das remadas sobre a prancha rumando em direção à arrebentação das ondas, começam a surgir algumas inquietações: como ser, perceber e compartilhar o que esta ao nosso redor?

Se pensada a sensibilidade que o contato com a natureza gera, a educação ambiental pelo surf é um meio que possibilita através do entendimento dos fenômenos ambientais, uma visão integrada das formas e das partes que nos cercam, ou seja, fica claro que tudo esta relacionado a tudo.

Quando entendida as conexões que existem entre as comunidades do surf pelo mundo, será possível chegar à conclusão de que todas estão interligadas por um único elemento, os oceanos, que ao invés de separar une os povos do mar.

Ser surfista é “ser” diferente nos atos e modos de vida, é compreender e respeitar aquilo de mais precioso que foi dado aos habitantes da Terra, à vida.

Para inovar o entendimento que toca o desafio da preservação ambiental para um novo tempo de sustentabilidade é necessário à mínima percepção dos fenômenos ambientais. Na pratica do surf, todavia a simples noção de como se formam as ondas ou mesmo a direção dos ventos, remete os surfistas a se religarem com o meio ambiente, assim aguçando os sentidos da percepção sobre as relações naturais.

Desta maneira os surfistas se percebem como membros de uma comunidade que se funde com a natureza e que devem respeitá-la para garantir a permanência da cultura do surf sobre a terra.

A compreensão desses conceitos faz parte do processo de entendimento da relação “surf - natureza” e diz respeito ao papel dos surfistas junto a essa nova postura “ecosurfistica” baseada nas interpretações práticas do deslizar e estar sobre as ondas do mar.

Picuruta Salazar o maior de todos!




Há mais de 30 anos no surf, o santista Picuruta Salazar, também conhecido como o "Gato", porque nunca cai da prancha, já venceu 142 campeonatos. Por estes grandes feitos, foi eleito diversas vezes pela Revista Fluir, como o maior surfista de todos os tempos. Nos dias de hoje, ele se divide entre o longboard (pranchão) e a escolinha de surf, que montou no Quebra-Mar, em Santos, para passar a sua experiência e técnica aos surfistas da nova geração.


E o melhor, em plena atividade e disputando - em condições de igualdade - com os principais nomes do mundo, muitos com menos que a metade de sua idade.
Na última quinta-feira, ele não conseguiu avançar no Mundial Profissional de Longboard, que está sendo disputado em Makaha, Hawaii.
Terminou em nono lugar, ao ser eliminado pelo francês Antoine Delpero, mas festejou o fato de se manter na elite mundial em 2011.


“Estou garantido no mundial do ano que vem. Já foi um presentão. Estou completando 50 anos. Quem é que tem essa idade e está aqui? Quem consegue permanecer entre os melhores há mais de 30 anos? Só tenho de agradecer”, afirmou o sempre bem-humorado Picuruta, que junto com a Local Motion, tem os patrocínios de Oakley, Reef, Surftrip, New Advance, Teccel e Power Balance.


Agora, as atenções se voltam para a decisão do titulo brasileiro de longboard profissional. Nada menos que dez vezes campeão nacional, a última no final do ano passado, Picuruta aposta suas fichas na etapa final, de 19 a 21 deste mês, o Petrobras Longboard Classic, na Praia da Macumba, no Rio de Janeiro. “Tem 2 mil pontos em jogo e vou batalhar muito”, adiantou.
Ainda no Hawaii, Picuruta também comemorou ter saído ileso durante o campeonato, quando sua prancha quebrou, numa série em torno de 3 metros.


“Foi um susto, fui para debaixo d’água e pensei: chegou a minha hora, mas consegui sair bem. Vi até estrelas”, lembrou o surfista, que também comentou sobre a morte do tricampeão mundial Andy Irons. “O Hawaii está de luto. Foi uma morte muito sentida”, afirmou.
Quem pensa que com meio século de vida, Picuruta pensa em parar, se engana. 
“Já estou classificado para o Mundial de 2011. Sou o nono do Mundo e estarei brigando pelo título novamente, pode ter certeza”, concluiu o surfista.

Victor Ribas um grande exemplo de surfista





É isso amigos, Victor Ribas sempre foi um grande exemplo de surfista com S maiúsculo. Me recordo no final dos anos 80, quando Vitinho com seus 14, 15 anos já era exemplo de conduta profissional, influenciando inclusive na conduta de atletas mais velhos, profissionais inclusive...

Muito bem assessorado por dois Mestres, Ricardo Martins e Roberto Valério, Vitinho teve um caminho limpo e seguro para aplicar seu estupendo talento e decolar... Seu foco e atitude o levaram para o topo, aonde fincou as bandeiras de Cabo Frio e da Camaradagem e estabeleceu sua carreira pra lá de bem sucedida... Na minha opinião a melhor carreira de um brasileiro até o momento...

Fala-se demais em Fabio Gouveia e Teco, mas é sempre bom lembrar que vários brasileiros já haviam aberto as portas para a dupla chegar... Caras como Cauli, Roberto Valério, Pepê Lopes, Daniel Friedman, Bocão (esse sim um mestre de surf), Picuruta e depois Pedro Muller, Renato Phebo, Rodolfo Lima, Os irmãos Secco, Pedro Cezar, Taiu Bueno, Marcelo Boscoli, Eraldo Gueiros,só pra citar alguns... Esses caras foram lá fora e representaram o Brasil com dignidade, varreram a imagem que tínhamos (traficantes, festeiros e por aí vai...).

Quando Teco e Fabinho chegaram, a rua já era de asfalto e o portão já estava aberto...

Vitinho ficou em 3º do mundo no ano que Occy venceu seu merecido título... ninguém chegou tão perto. Missão cumprida!!!

Mas, o mais espantoso é saber que o "menino de 37 anos" está neste exato momento competindo no wqs de Cape Town... É isso mesmo...água congelante, ondas grandes e tubarões brancos.

Esse é Surfista meus amigos...

ps: Os Mestres pra mim, são CURREN, CARROL e OCCY, o resto tentou chegar perto, tentou bater tão forte, tentou entubar tão bonito, tentou, tentou, tentou...
Curren definiu o estilo, o flow...
Carrol definiu o Power surf...
e OCCY, bem Occy estava 10/15 anos na frente do mundo...
Aí você pergunta... E KELLINHO A ONDE FICA???
Lá vai ...
Kelly foi o aluno brilhante e aprendeu tudo que pode desses três aí de cima... Aprendeu e evoluiu em cada quesito... O melhor aluno de todos, pensando bem, também pode ser considerado um Mestre.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Gary Young inova com bambu




Gary Young no Hawaii com sua invenção, a Bamboo Surfboards. Foto: Divulgação.
Foi em meados dos anos 70, sentado em um posto de gasolina, que o jovem shaper californiano Gary Young teve a ideia de buscar novas alternativas para a fabricação de pranchas, que utilizassem recursos renováveis.

Gary queria algo que não dependesse de derivados do petróleo, pois
na época o mundo vivia uma crise de abastecimento com o embargo da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Com a idéia na cabeça, Gary desenvolveu a sua arte em pranchas fabricadas com compostos de madeira, utilizadas por grandes nomes do surf na época, como o sul-africano Shaun Tomson.

Mas, por acaso, muitos anos depois, que ele teria o seu primeiro contato com fibras de bambu, um encontro que marcaria para sempre a sua vida pessoal e profissional.

Young passou por altos e baixos fabricando pranchas de surf e pranchas a vela (sua segunda paixão) com a marca Woodwinds, quando descobriu nas propriedades do bambu o casamento perfeito entre qualidades técnicas e recursos naturais recicláveis.

A lista de vantagens técnicas e ecológicas do uso do bambu é imensa. A planta é muito resistente e flexível, suas 1.200 diferentes espécies levam em média apenas três anos para ser reaproveitadas e, quando cortadas, crescem cada vez mais fortes, em uma média de duas polegadas por hora. Além disso, as florestas de bambu não necessitam de replantio, pois se recuperam naturalmente e crescem até em solos de áreas degradadas.

Radicado desde o final dos anos 80 em um retiro na Big Island, Hawaii, Gary também utiliza uma inovadora técnica de "embalagem a vácuo" para moldar pranchas de surf, stand up, snowboards e canoas.

Uma má parceria com empresários australianos rendeu uma batalha jurídica pelos direitos sobre sua invenção, mas Gary segue firme com a sua marca Bamboo Surfboards na missão de desenvolver suas criações ecológicas e se diferenciar dos muitos imitadores que utilizam fibras de bambu processadas com colas altamente tóxicas e, portanto, nada ecológicas.

Em entrevista ao blog Surf e Cult, ele revela um pouco de sua visão e do trabalho de mais de 30 anos com compostos de fibras naturais, um trabalho reconhecido com o prêmio Green Wave Award 2008, da revista Surfer's Path.

Como está a sua produção das pranchas de bambu nos dias de hoje?

Minha principal mensagem a respeito das pranchas de bambu é que desenvolvi, e procuro sempre aprimorar,  um sistema para fabricar pranchas que é completamente mal-entendido pelo setor produtivo do surf.

O material publicado em meu website é apenas uma pequena amostra do estágio que havia alcançado no sistema de produção de pranchas há cerca de um ano e meio. Mas, como infelizmente muitas pessoas vêm tentando utilizar o bambu de maneira imprópria, eu tenho que ser muito cauteloso sobre o que publicar a este respeito.

Qual a sua relação com as tecnologias alternativas na fabricação de pranchas? Como você posiciona o futuro das pranchas de bambu dentro do contexto de performance, preço e método de produção?

Minhas pranchas de bambu não utilizam matéria-prima ?tradicional?, nem estão inseridas num sistema ?tradicional? de produção. As pessoas que surfam com pranchas de bambu, ou entendem o que estou fazendo, concordam que os modelos que produzo são leves, fortes, tem boa performance e são verdadeiramente sustentáveis. Elas são ainda mais rentáveis que as pranchas ?normais? dentro de um sistema de produção.

Como você enxerga o desenvolvimento da indústria do surf na próxima década? Quais as mudanças necessárias para termos um cenário mais sustentável?

No Hawaii e na Califórnia, se você não está ?na moda?, você não tem representatividade. Você também precisa de promoção e publicidade pesada, o que custa muito dinheiro, ou então ser um surfista de competição fora de série. Eu não me insiro em nenhuma dessas alternativas e com 60 anos já estou cansado dos jogos e negócios da indústria do surf.

As pranchas de bambu certamente atraem um público crescente que se interessa pelas questões ambientais e os modelos clássicos de pranchas. Você acha isso apenas uma moda passageira ou uma verdadeira mudança na mentalidade dos surfistas?

Minha paixão é criar novas e melhores maneiras de fazer produtos com fibras naturais laminadas e o bambu é uma das melhores. Uma parte importante da minha mensagem é que as pranchas de bambu são apenas a ponta do iceberg.

Centenas de produtos podem ser fabricados de maneira superior utilizando bambu e é nessa direção que quero caminhar. Quero explorar e desenvolver os produtos verdadeiramente ?verdes? (ecológicos) que não são apenas um slogan de marketing, mas sim, representem (com qualidade) aquilo a que se destinam.

Você já apresentou os seus modelos em bambu para o público brasileiro?

Estou esperando encontrar as pessoas certas com quem trabalhar, incluindo investidores financeiros para produzir as pranchas de bambu. Certamente estou aberto a fazer isto em outros lugares, como no Brasil, por exemplo.

Clique aqui para conhecer mais sobre o trabalho de Gary Young. 


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Billabong Pro Tahiti 2011 - de 20 a 31 de Agosto



Começa no dia 20 de Agosto e vai até dia 31 a janela de espera para o evento que marca exatamente a metade da turnê mundial da elite do surf, a 5ª parada do ASP World Tour, chamado de Billabong Pro Tahiti 2011. Esta etapa que acontece na onda de Teahupoo (leia-se Tchopô) é considerada uma das mais difíceis do tour, devido a dificuldade e peso dessa onda, quando ela quebra com grandes ondulações. O risco é constante, a bancada de corais é muito rasa e afiada, qualquer erro pode comprometer o andamento do surfista na competição. Além disso, é após essa etapa que ocorre o famoso corte nos surfistas da elite. Apenas 34 surfistas irão sobrar para a o resto do World Tour.

Para mais informações sobre o evento e para assistir ao vivo acesse:
http://billabongpro.com/tahiti11/

Vencedores das etapas anteriores:

1999 - Marc Occhilupo
2000 - Kelly Slater
2001 - Cory Lopez
2002 - Andy Irons
2003 - Kelly Slater
2004 - C.J. Hobgood
2005 - Kelly Slater
2006 - Bobby Martinez
2007 - Damien Hobgood
2008 - Bruno Santos (BRA)
2009 - Bobby Martinez
2010 - Andy Irons

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Bruce Irons surfa com prancha em chamas e fala sobre Andy




Bruce Irons mal consegue se lembrar dos últimos meses. Desde o dia 2 de novembro, virou praticamente um fantasma. Disputou o Pipeline Masters no lugar do irmão, Andy Irons, morto naquele dia. Surfou algumas outras vezes, mas só de corpo presente. A volta veio em uma viagem à Indonésia, onde, a convite de uma revista australiana, surfou com um sinalizador na prancha. 
Em entrevista à "Stab", Bruce contou que, no dia da morte, recebeu a notícia da cunhada, Lyndie, na época grávida de oito meses. Só o que fez foi tentar acalmá-la.
- Pensava: "ele vai voltar de uma viagem". Meu irmão era tudo. Quando penso sobre isso, meio que entro em depressão. Nunca tinha lidado com meus sentimentos. Eu e meu irmão nunca conversávamos sobre sentimentos. Nunca nos sentamos e falamos: "Você está bem, meu irmão?" - disse o surfista.
Bruce contou que Andy tinha apnéia do sono e que sempre que isso acontecia alguém tinha que acordá-lo. E lembrou que em 2001 o irmão, depois de uma bebedeira, foi levado para um hospital. Ficou seis minutos sem respirar.
- Eu sempre tive preocupação de que algo acontecesse comigo ou com o meu irmão. Às vezes deitava na cama e me preocupava com ele. Tentava me preparar para o caso de algo acontecer, algo para o qual você nunca se prepara. Muitas noites eu tinha sentimentos esquisitos e ligava para ele de manhã para me certificar de que ele estava bem.
Segundo a autópsia, Andy Irons morreu em decorrência de parada cardíaca e uso de drogas. Ele foi encontrado morte em um quarto de hotel em Dallas, depois de deixar Porto Rico, onde disputaria uma etapa do Circuito Mundial.

terça-feira, 26 de julho de 2011

HISTÓRIA DO SURF

O PRIMEIRO REGISTRO CONCRETO DA PRÁTICA DO SURF FOI FEITO EM 1778, PELO CAPITÃO DA MARINHA REAL BRITÂNICA, JAMES COOK.

AO CHEGAR AO ARQUIPÉLAGO DO HAWAII, ELE DESCREVEU, EM SEU DIÁRIO DE EXPLORADOR, CENAS EM QUE VIA VÁRIOS INDÍGENAS EM PÉ SOBRE PRANCHAS DE MADEIRA QUE FLUTUAVAM E DESLIZAVAM NA SUPERFÍCIE DAS ONDAS.

ACREDITA-SE, PORÉM, QUE O SURF JÁ EXISTIA ANTES DA ERA CRISTÃ.

A LENDA HAVAIANA CONTA QUE O SURF CHEGOU AO ARQUIPÉLAGO  TRAZIDO POR UM REI TAHITIANO, QUE NAVEGOU ATÉ O HAWAII PARA SURFAR, ENCONTROU ONDAS PERFEITAS, E CASOU-SE COM AS DUAS FILHAS DO REI DO HAWAII, TORNANDO-SE MAIS TARDE REI DESSA ILHA.

OS PERUANOS, PORÉM, DISCORDAM DESSA TEORIA, ALEGANDO SEREM SEUS ANCESTRAIS, OS INCAS, OS VERDADEIROS CRIADORES DO SURF.

EXISTEM RELATOS DE QUE QUANDO OS PRIMEIRO CONQUISTADORES ESPANHÓIS CHEGARAM A COSTA PERUANA, CERCA DE 500 ANOS ATRÁS, FICARAM PERPLEXOS COM O QUE VIRAM, OS NATIVOS DESLIZAVAM SOBRE O OCEANO, NUM TIPO DE EMBARCAÇÃO CONSTRUÍDA PELOS PESCADORES, CHAMADAS "CABALITO DE TOTORA", USADA PARA A PESCA E PARA A PRÁTICA DO SURF APÓS AS PESCARIAS.

POLINÉSIA? HAWAII? PERU? HÁ CONTROVÉRSIAS. EXISTEM ATÉ INDÍCIOS DE PRÁTICAS ANCESTRAIS DE SURF NA ÁFRICA OCIDENTAL.

O QUE SE SABE DE FATO É QUE O SURF SEMPRE ESTEVE INTENSAMENTE LIGADO À CULTURA DE SEUS PRATICANTES, ESTANDO ENVOLVIDO COM SEU LIFE STYLE E COM SUA RELIGIÃO.

HOJE, O SURF AINDA É UM ESTILO DE VIDA E OS SURFISTAS MAIS RADICAIS DO MUNDO VIAJAM PELO PLANETA EM BUSCA DAS MAIORES, MAIS PERIGOSAS E MAIS PERFEITAS ONDAS QUE EXISTEM.

Dentro do tubo


Quer Ver como é dentro de um tubo de onda?
Kalani Robb mostrou com perfeição este video:


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Bells Beach: as ondas que mudaram a história do surfe


Por SporTV.com


'SporTV Repórter' foi à Austrália para acompanhar a edição número 50 do campeonato e mostrar as transformações do esporte nas últimas décadas

Torquay, Austrália

O mais antigo e tradicional campeonato de surfe do mundo completa 50 edições. Em 1962, em Bells Beach, na Austrália, começou o torneio que mudou a história do esporte no mundo. Foi nesta praia, no sul do país, que os maiores nomes do surfe mundial encantaram o público e mudaram a trajetória da modalidade. De Glynn Ritchie – primeiro campeão - passando por Kelly Slater e chegando ao Joel Parkinson (vencedor em 2011), diversos surfistas deram show nessas ondas e tocaram o sino mais cobiçado do esporte.
Para comemorar a data, o “SporTV Repórter” foi à Austrália acompanhar a edição histórica da etapa de Bells Beach.
O início de tudo
Os relatos mais antigos do surfe são do século XVIII. Os havaianos teriam sido os primeiros a se aventurarem nas ondas em cima de uma prancha. Passaram-se anos e, em 1962, foi realizada a primeira competição de surfe da história.
Na época, a taxa de inscrição era de US$ 2, e o maior desafio dos surfistas era se manterem aquecidos nas águas geladas. Em abril, mês em que o torneio é realizado, a temperatura do mar chega a dez graus e, na época, não havia roupas isotérmicas.
SporTV Repórter Bells Beach 9 (Foto: Reprodução SporTV)Placa na chegada: "Bem-vindo a Bells. Você tem que ganhar para tocar (o sino)"
O passar dos anos
O troféu – um sino que só pode ser tocado pelos vencedores – foi ideia de um surfista que queria representar a praia mais famosa da cidade. A Praia do Sino (Bells Beach, em inglês) foi nomeada em homenagem ao escocês William Bell, dono destas terras no início do século XX.
Nos primeiros anos do campeonato, os surfistas tinham que passar por um lamaçal para chegar a praia e poder competir. Com o tempo, não só a infraestrutura melhorou, como também as pranchas se modernizaram. Nos anos 50, os australianos trocaram as pranchas de cinco metros pelas de três. Em 1981, os surfistas descobriram que a com três quilhas eram mais estáveis.
- As pranchas de surfe, na verdade, permitem que o surfista melhore seu desempenho. Caras como Kelly Slater, Joel Parkinson e Mick Fanning não fariam o que fazem hoje com as pranchas de 50 anos atrás, mesmo sendo bons como são – acredita Wayne ‘Rabbit’, bicampeão mundial.
Bells Beach também foi responsável pela profissionalização do esporte. A etapa australiana foi o primeiro evento de surfe a premiar os vencedores em dinheiro, em 1973. Desde então, o campeonato aumentou a premiação a cada ano. Em 1974, no segundo ano em que o torneio distribuiu prêmios, Michael Peterson levou US$ 1.500 pelo primeiro lugar. Em 78, foram US$ 3.500 e, em 96, US$ 14 mil. Este ano, foram distribuídos US$ 425 mil. E o campeão Joel Parkinson faturou US$ 75 mil (R$ 120 mil).
O 50º campeonato
Nesta edição histórica, que comemorou as bodas de ouro da etapa, alguns dos campeões de Bells Beach entraram na água em uma bateria comemorativa e dividiram uma onda de mãos dadas.
SporTV Repórter Bells Beach 5 (Foto: Reprodução SporTV)Sally comemora a primeira colocação após tocar o
sino de Bells Beach (Foto: Reprodução SporTV)
Com apenas 20 anos, a australiana Sally Fitzgibbons venceu uma etapa do Circuito Mundial pela primeira vez na vida. Com o rosto pintado – tradição aborígene, marca registrada do campeonato -, ela tocou o sino e descreveu a sensação de surfar na praia.
- Por eu ser australiana, isto representa muito para mim. Com a reserva de aborígenes (população nativa da Austrália) e o espírito positivo deste lugar, o clima fica ótimo. As ondas são demais. Tudo que acontece torna tudo mais especial.
Na final masculina, o australiano Joel Parkinson brilhou na última onda do campeonato e recebeu nota dez dos juízes, eliminando o amigo de infância Mick Fanning.
- Acho que este campeonato é o melhor. Vencer no aniversário de 50 anos é muito melhor. Acho que vencer um torneio de tanta história e prestígio, registrados pelos nomes do troféu, de lendas e ícones, e agora ter o meu nome na história do surfe é o mais emocionante – afirmou o campeão da etapa de 2011.
Participação brasileira
SporTV Repórter Bells Beach 8 (Foto: Reprodução SporTV)Silvana mostra sino eternizado em tatuagem no
corpo (Foto: Reprodução SporTV)
Com o sino tatuado no corpo para relembrar a conquista, Silvana Lima foi a primeira e única brasileira a vencer em Bells Beach. Em 2009, a cearense derrotou a favorita, a australiana Stephanie Gilmore, então bicampeã mundial.
Depois de perder seis finais para a mesma adversária, a brasileira finalmente sentiu o gostinho da vitória.
- Eu me belisquei dentro d’água. “Nossa, ganhei. Sério, será que eu ganhei mesmo?”. Eu escutando meu nome, meus amigos chorando. Eu fiquei super emocionada de levar este título pro Brasil. Vou ficar com essa memória para o resto da vida. Foi muito especial pra mim.
O legado deixado por Bells Beach
Com o tempo, e com a ajuda de Bells, o surfe se popularizou e ganhou o mundo. A cada geração, mais pessoas se interessam pelo esporte e seguem grandes exemplos como Kelly Slater, Joel Parkinson, Mick Fanning e Stephanie Gilmore. E sonham em um dia tocar o sino mais famoso do surfe.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Com megaestrutura e cautela, Mundial de surfe volta ao Rio depois de 10 anos


Entre montanhas de ferro, pregos e parafusos e sob constante barulho de furadeiras, Daniel Setton comemora a reta final de um trabalho que começou há quase um mês. Ele comanda uma equipe que hoje tem cerca de 20 funcionários, mas, daqui a uma semana, deve chegar a 180. Tudo tem de estar pronto para o início do Rio Pro, campeonato que marca a volta do Circuito Mundial  de surfe à cidade do Rio de Janeiro depois de uma década. O desafio? Driblar dificuldades logísticas e climáticas para receber a elite masculina e feminina e tentar reconquistar o público carioca. A janela de espera começa no dia 11 e vai até o dia 22. O SporTV.com vai transmitir ao vivo. Veja mais notícias sobre surfe.


Palanque do Rio Pro Mundial de surfe (Foto: Gabriele Lomba / Globoesporte.com)
Palanque do Rio Pro na Barra da Tijuca (Foto: Gabriele Lomba / Globoesporte.com)
Dani fala com a sabedoria de quem passou por poucas e boas nos últimos oito anos. Desde que a única etapa brasileira saiu do estado do Rio de Janeiro – em 2002, foi em Saquarema – e passou a Santa Catarina, ele virou “o" solucionador de problemas. Problemas como uma credencial errada, um fã mais alterado e até um vendaval que destrói todo o palaque.


- Aqui é uma vitrine diferente. Lá (em Imbituba) a gente montava o campeonato e quase ninguém via. Aqui no Rio são milhões de pessoas. Compromisso e responsabilidade maiores.


A vitrine a que Dani se refere é uma estrutura de 1.250 metros quadrados, montada sobre a areia da Praia da Barra. Para montá-la, foram necessários oito caminhões de ferro. Trabalho durante dia, noite e madrugada.


- No Rio a velocidade é maior, pois temos que descarregar os caminhões à noite. Então o trabalho começa durante o dia e só termina à noite. A burocracia é maior, mas tem que ser. Do contrário, todo mundo vai querer fazer evento na praia - diz, referindo-se às muitas autorizações exigidas pela prefeitura.
Surfe montagem do palanque do Arpoador Rio Pro (Foto: Divulgação / Billabong)Palanque do Arpoador, entre coqueiros
(Foto: Divulgação / Billabong)
Um dos desafios foi montar o palco do Arpoador, pico de surfe mais querido da cidade. Lá, o espaço físico é pequeno. Segundo Teco Padaratz, dono da etapa, o "Arpex" será um evento "pé no chão".


Dani & cia precisaram dar vários jeitinhos para adaptar o palanque a obstáculos “naturais”, como coqueiros e bancos.
- Vai ter coqueiro no primeiro e no segundo andar – conta.
Uma outra dor de cabeça que está por vir é o deslocamento dos atletas. Caso as disputam sejam transferidas da Barra para o Arpoador, os surfistas precisarão de pelo menos três horas para chegar até lá. A organização promete providenciar van e isolar uma área para que eles possam chegar ao palanque sem precisar passar pelo meio do público.


- O problema é que nem todo mundo vai de van. Muitos estarão de carro e vão querer ir por conta própria. Vamos reservar uma área para estacionamento e fazer um corredor pelo parque Garota de Ipanema.
Daniel Setton organizador do Rio Pro, Mundial de surfe (Foto: Gabriele Lomba / Globoesporte.com)Daniel Setton, um dos organizadores do Rio Pro
(Foto: Gabriele Lomba / Globoesporte.com)
Preocupação mesmo está no céu. Durante a montagem do palanque, a equipe enfrentou um temporal, mas nada chegou a comprometer o trabalho. Em 2007, um vendaval destruiu quase toda a estrutura em Imbituba. Por sorte, as ondas não estavam boas naquele dia e houve tempo para remontar tudo.


- As condições climáticas preocupam um pouco. Estamos monitorando sempre. Todo evento na praia pega a primeira rajada, o primeiro vento. Estamos preparados.


Apesas das preocupações, tanto Dani quanto Teco torcem para que um dos dias de disputa seja no Arpoador. Torcem mais ainda para que o Rio consiga resgatar algo que os catarinenses defendiam com unhas e dentes.
- Acho que o Rio esqueceu um pouco o que é o surfe. Perdeu aquele orgulho de falar que faz parte dessa tribo, que recebe o Mundial. Vamos recuperar isso agora, tenho certeza - diz Dani